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    Principais destaques

    Criminosos usam app com criptografia militar para ocultar aliciamento de menores em Goiás

    Homem foi preso suspeito de estupro virtual nesta semana, em Rio Verde
    RedaçãoPor Redação10 de janeiro de 2020Nenhum comentário4 Mins lidos
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    Um aplicativo de mensagens com criptografia de nível militar é utilizado por aliciadores para ocultar crimes de aliciamento e exploração sexual infantil em Goiás. Nesta semana, a Polícia Civil do Estado (PCGO) prendeu um homem suspeito de estupro virtual contra uma menina de 10 anos, em Rio Verde. Ele se passava por adolescente para enganar a criança. Ele foi preso na segunda-feira (21) após a mãe da menor entregar o celular à PCGO.

    O uso dessas plataformas, especificamente o aplicativo Zangi, foi detalhado pela Polícia Civil durante a Operação Sombra Digital, em Rio Verde. Os investigadores informaram que o suspeito utilizou redes sociais populares para o primeiro contato e, em seguida, induziu a vítima a migrar para esses ambientes digitais onde a rastreabilidade é mais difícil, assim como a supervisão dos pais.

    Sobre o aplicativo, o delegado Matheus Dutra, do Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic), disse que ele é semelhante aos aplicativos de mensagem tradicionais como o WhatsApp. “Porém, não necessita de cadastrar número telefônico e e-mail, dificultando a rastreabilidade e reforçando o anonimato, além de evitar que o conteúdo das mensagens ilícitas seja bloqueado pela plataforma, por não ter um controle interno rígido quanto às questões de segurança da comunicação.”

    Ele continua: “Porém, a abordagem e a relação de confiança com a vítima, muitas das vezes, são realizadas através de plataformas comuns (como Instagram e TikTok). Depois, o criminoso a convence a migrar para esse aplicativo, onde consegue obter e consumar a conduta criminosa.”

    Visão técnica

    Gestor em Tecnologia da Informação e especialista em Cibersegurança, Cleyton Salomé afirma que, do ponto de vista técnico, o Zangi promove criptografia proprietária de ponta a ponta e arquitetura serverless, alegando não armazenar dados em servidores, o que reduz riscos de interceptação em trânsito. “No entanto, sem código open source completo nem auditorias independentes públicas recentes, não há garantia verificável de que essas proteções resistam a ataques avançados, como vulnerabilidades críticas reportadas”.

    Ele também explica que isso dificulta até mesmo o trabalho da polícia em investigações de crimes, limitando o acesso a evidências essenciais. “E, claro, propicia o aumento de golpes, pois os criminosos não querem produzir provas contra eles e nem serem encontrados.”

    Já do ponto de vista social, o especialista destaca que o app atrai criminosos devido à facilidade de login com número de telefone sem verificações rigorosas, falta de controles de acesso robustos e ausência de relatórios de transparência sobre abusos, expondo usuários a contatos indesejados, phishing e predadores online. “Não recomendo que pais deixem filhos menores utilizarem, mas, independente do app, eles devem sempre monitorar as atividades na internet, orientando sobre o que jamais enviar — como fotos íntimas, endereço ou dados escolares, assim como não se entrega a chave de casa a estranhos nem se passa a senha do banco a terceiros.”

    Para ele, a cibersegurança inicia com uso consciente, educação e orientação dos pais ou responsáveis a partir do momento que se tem acesso à internet. “Se você não tem como ter certeza de quem está do outro lado conversando com você, é o mesmo daquela orientação que ouvimos dos pais desde criança para ‘não conversar com estranhos’”, finaliza.

    Caso investigado

    No caso investigado pelo Geic, o suspeito utilizava perfis falsos no Instagram e TikTok antes de pedir a migração para o aplicativo. Ao Mais Goiás, o delegado Matheus Dutra afirmou que a mãe percebeu conversas suspeitas nos aplicativos usados pela filha e procurou a delegacia. “Ela identificou diálogos estranhos no celular da criança e apresentou o aparelho para podermos fazer a análise”, explicou.

    A partir desse material, a polícia conseguiu avançar na identificação do suspeito. “Ele conversava com a criança e estabelecia uma relação de confiança nesses aplicativos”, disse Dutra. “A mudança de plataforma servia para afastar a conversa da supervisão dos responsáveis.”

    Crime e localização

    Ainda segundo a Polícia Civil, foi nesse aplicativo que o investigado passou a intensificar a conduta criminosa, utilizando conteúdos envolvendo outras meninas para influenciar a vítima. A criança acreditava estar conversando com alguém da mesma idade.

    Mesmo com o uso de contas falsas, os investigadores conseguiram identificar o autor real por trás dos perfis. “A partir dessas informações, representamos pela prisão temporária e também pela busca e apreensão domiciliar”, afirmou Dutra.

    As investigações continuam e a próxima etapa será a análise do celular do investigado. Segundo o delegado, é a partir dessa perícia que a polícia poderá identificar a existência de outras vítimas, verificar se houve repasse ou comercialização de material e apurar a possível participação de outros envolvidos.

    Até o momento, conforme a Polícia Civil, os casos identificados ocorreram no ambiente virtual, o que está de acordo com o modo de atuação atribuído ao suspeito.

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