A rotina de uma pequena cidade com 31 mil habitantes no interior do Maranhão, chamada Turilândia, foi interrompida por uma operação do Ministério Público Estadual que resultou na prisão do prefeito, do vice-prefeito, de 20 vereadores de um ex-vereador e da primeira-dama nesta semana. Todos são investigados por participar de um esquema de corrupção que teria desviado mais de R$ 56 milhões do município.
O MP acusa o grupo de roubar dinheiro público través de contratos fraudulentos com empresas de fachada, que eram usadas como “laranjas”, para o desvio dos recursos. A lista de empresas envolvidas tem escritório de contabilidade, lojas especializadas em climatização de ambientes, postos de gasolina e estabelecimentos voltados para o agronegócio. Só o posto de gasolina teria sido o canal por onde foram desviados R$ 17,2 milhões.
A operação foi deflagrada na segunda-feira (22). O promotor Fernando Berniz, do Gaeco, afirma que todos os vereadores de Turilândia faziam parte da organização criminosa, a maioria recebendo dinheiro desviado por intermédio de parentes. Apesar de 100% da Câmara Municipal estar envolvida, alguns dos vereadores conseguiram ter a prisão preventiva convertida em domiciliar ou em liberdade condicionada ao uso de tornozeleira eletrônica.
O prefeito do município, Paulo Curió (União Brasil), estava foragido, mas se entregou nesta terça-feira (24), véspera de Natal. Ele e a ex-vice-prefeita Janaína Lima cumprirão prisão preventiva na Unidade Prisional de Ressocialização de Pedrinhas, em São Luís.
