Onze anos após um caso de violência sexual cometido contra uma mulher que havia acabado de perder um bebê, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) concluiu o inquérito que apurou o crime ocorrido em 2014, no município de Jaraguá. A investigação avançou após a confirmação, por meio de exame pericial, da compatibilidade entre o DNA coletado na época dos fatos e o perfil genético do investigado, identificado no Banco de Perfis Genéticos.
Segundo a investigação conduzida pela 15ª Delegacia Regional de Jaraguá, a vítima estava em casa, em período de recuperação física e emocional, quando teve o imóvel invadido por um homem, que a ameaçou e agrediu. A mulher foi abusada sexualmente e deixada desacordada, o que impossibilitou o reconhecimento visual do agressor ou a elaboração de retrato falado.
Ainda em 2014, equipes policiais realizaram a coleta de material genético na cena do crime. O material permaneceu armazenado e, anos depois, com o avanço da tecnologia e o cruzamento de dados no Banco de Perfis Genéticos da Superintendência de Polícia Técnico-Científica, foi possível chegar à identificação do possível autor.
O laudo pericial apontou compatibilidade entre o DNA colhido no local dos fatos e o perfil genético de um homem que, na época do crime, morava nas proximidades da residência da vítima. Conforme a Polícia Civil, não havia qualquer tipo de relação ou contato entre o investigado e a vítima.
